Mais uma vez pegamos estrada as 5 da manhã... Rumo ao Brasil! Chegamos na fronteira 10h30. Estrada nova desde Santa Cruz, nota dez, patrocinada pela Tia Dilma, presentinho para a Bolívia para facilitar a saída e entrada de produtos por essa rota. Chegamos meio tensos na fronteira, já que a Polícia Federal tinha tocado um terror na saída em Foz do Iguaçu dizendo que era terra sem lei. Mas diferente do que nos disseram pareceu tudo muito tranquilo, não tivemos problemas, não revistaram o carro, não fizeram perguntas, não nos roubaram, não colocaram drogas no carro... Em menos de meia hora fizemos os procedimentos legais nos dois países e entramos no Brasil. Eu estava MUITO feliz! Chegando em Corumbá, ao lado da fronteira liguei para os meus pais dando a boa nova!
Abastecemos o carro pela balela de R$ 3,20 o litro e fomos rodar pela estrada parque que passa pelo Pantanal. Vimos jacarés vários, capivaras, e alguns pássaros interessantes. Massa era ver a reacão do Mike ao ver os nossos bichos, rs... As 14h já estávamos no asfalto e decidimos esticar até Bonito, afinal o que são 250 km a mais depois de tudo? Não poderíamos perder a oportunidade de o Mike conhecer já que estávamos tão perto! Eu já conhecia e ia perder um dia de descanso, mas tá na chuva é para se molhar né? Passamos um dia em Bonito e devido aos preços abusivos dos passeios tivemos que escolher um para fazer e escolhemos o Aquário, lindo! Águas geladas e transparentes e muito peixe! Depois almoçamos feito gente grande e fomos passar a tarde no balneário municipal mergulhando no rio e tirando fotos com os peixes em uma água nem tão transparente mas foi muito divertido.
Já era quinta e queríamos chegar sexta em Brasília para descansarmos pelo menos 2 dias antes de voltar a Matrix! Por isso aceleramos das 5 da manhã até as 22h quando chegamos na rua no nosso prédio... Que gostoso! Como se não fosse suficiente fomos direto para o barzinho dar um abraço na nossa amiga Angélica que fazia aniversário, baita surpresa, rolou choro e tudo! Chegando em casa felicidade e ao mesmo tempo um vazio, e agora? O que temos para amanhã... Pois é, aventura como essa agora só daqui um ano! Foi bom demais!
Pela América Latina
domingo, 5 de maio de 2013
Adiós hermanos... Dias de fúria
Depois de conhecer os encantos da Bolívia, conhecemos os desencantos! Saímos do Uyuni as 5h da manhã. Tive a maravilhosa idéia de pedir ao Mike que limpasse o vidro do carro. Na hora que ele jogou água e passou o limpador... Criamos uma bela capa de gelo no vidro que não nos deixava enxergar nada! Dai, mais espertos ainda, fomos tirar o gelo do vidro. Paninho não funcionou, bucha também não. Há então passa a parte verde da bucha! Que ótimo conseguimos arranhar bastante o vidro. E quando o sol nasceu e refletiu no vidro... Que beleza! Visibilidade fantástica.
Saindo de Uyuni começamos a nos informar sobre a situação das estradas, se não havia nenhum prostesto e/ou bloqueio. O primeiro guarda disse que a cidade de Sucri estava sitiada por um bloqueio feito por caminhoneiros, ninguém entra e ninguém sai! Porém as demais informações eram de que estava tudo bem e decidimos arriscar. Chegando lá a estrada estava mesmo bloqueada! Seguimos um carro que disse que ia pegar um caminho alternativo, uma estrada de terra pedreira, estreita, cheia de curvas, descidas e subidas íngremes rodeada por um barranco e no meio o leito de um rio quase seco. Eu como um gato, colei no assento e rezei. Mas Mike é muito bom motorista e conseguimos chegar a cidade. Em Sucri nos informamos e nos disseram que havia uma outra estrada para sair da cidade e chegar ao asfalto onde ainda não havia bloqueio. Lá fomos nós, mesma história.... Porém, havia uma pedra no caminho... Chegando ao asfalto o bloqueio já tinha aumentado e fechado a estrada com os caminhões. Ficamos das 11h as 17h presos no meio do bloqueio, o que não foi nada agradável! Depois de várias tentativas de sair dali, tivemos a idéia de construir nosso próprio caminho. Depois de enchermos um buraco com pedras para o carro poder passar pelo caminhão ao lado da estrada conseguimos chegar a uma saída de terra depois de horas de stress e apreensão.
A estrada de terra era péssima, mas melhor que ficar onde estávamos. Dai Deus, sempre grande e bondoso nos enviou anjos. Encontramos uma caminhonete e fomos pedir informações, era uma família que ia por um caminho alternativo para Santa Cruz, nosso destino também. Seguimos a caminhonete por uma estrada que nunca conseguiríamos encontrar sozinhos, passamos partes do leito do rio seco, outras partes nem tão secas assim, fomos guinchados pela caminhonete em um trecho que sem ela ficaríamos estancados. Depois de cinco horas dirigindo nessas condições chegamos a uma vilarejo melhor e decidimos dormir lá, já que ainda faltavam 6 horas de estrada de terra e já eram 11 da noite depois de um dia comprido e cansativo. Com um pouco de pesar dissemos adeus aos nossos anjos, já que acho que eles também estavam achando bom a nossa companhia naquela estrada, mas não tínhamos condição de continuar.
No dia seguinte, descansados e felizes, seguimos viagem ainda por estrada de terra até quase Santa Cruz. Mais relaxados curtimos a paisagem das montanhas, linda! Chegamos a Santa Cruz as 17h mais ou menos. A segunda maior cidade do país, região rica, bem diferente da região de La Paz, pelos povoados que passamos ao nos aproximar já podíamos claramente perceber isso. Íamos dormir ai, mas decidimos nos esforçar e ir um pouco mais a frente para evitar o trânsito da grande cidade, pois nestes casos a gente perde muito tempo perdido até achar um hostal e tal... 3 horas depois chegamos a San José de Chiquitos e escolhemos uma pousadinha que parecia razoável. Combinei com o Mike de dizermos que estávamos entrando na Bolívia ao invés de saindo, para evitar de alguém querer plantar drogas no carro para atravessar a fronteira. Assim fizemos e contamos toda a lorota para o dono da pousada, que quiz saber de onde vínhamos com o carro naquela situação, pense em um carro sujo! E não ia colar mesmo! O carro cheio de adesivos de vários países e tal. Para completar colocamos todas as bagagens no quarto, mas por que queríamos conferir se estava tudo certo. Atitude suspeita. Depois de 15 minutos que desligamos a luz do quarto batem na porta, tres policiais com metralhadoras! O dono do hostal chamou a polícia para checar nossa situação. Susto do caramba! Depois dos documentos apresentados, situação bem explicada eles foram embora. Foram dias que não comemos nem o pão que o diabo amassou, mas ficou para a história. Amanhã Brasil! Não vejo a hora...
Saindo de Uyuni começamos a nos informar sobre a situação das estradas, se não havia nenhum prostesto e/ou bloqueio. O primeiro guarda disse que a cidade de Sucri estava sitiada por um bloqueio feito por caminhoneiros, ninguém entra e ninguém sai! Porém as demais informações eram de que estava tudo bem e decidimos arriscar. Chegando lá a estrada estava mesmo bloqueada! Seguimos um carro que disse que ia pegar um caminho alternativo, uma estrada de terra pedreira, estreita, cheia de curvas, descidas e subidas íngremes rodeada por um barranco e no meio o leito de um rio quase seco. Eu como um gato, colei no assento e rezei. Mas Mike é muito bom motorista e conseguimos chegar a cidade. Em Sucri nos informamos e nos disseram que havia uma outra estrada para sair da cidade e chegar ao asfalto onde ainda não havia bloqueio. Lá fomos nós, mesma história.... Porém, havia uma pedra no caminho... Chegando ao asfalto o bloqueio já tinha aumentado e fechado a estrada com os caminhões. Ficamos das 11h as 17h presos no meio do bloqueio, o que não foi nada agradável! Depois de várias tentativas de sair dali, tivemos a idéia de construir nosso próprio caminho. Depois de enchermos um buraco com pedras para o carro poder passar pelo caminhão ao lado da estrada conseguimos chegar a uma saída de terra depois de horas de stress e apreensão.
A estrada de terra era péssima, mas melhor que ficar onde estávamos. Dai Deus, sempre grande e bondoso nos enviou anjos. Encontramos uma caminhonete e fomos pedir informações, era uma família que ia por um caminho alternativo para Santa Cruz, nosso destino também. Seguimos a caminhonete por uma estrada que nunca conseguiríamos encontrar sozinhos, passamos partes do leito do rio seco, outras partes nem tão secas assim, fomos guinchados pela caminhonete em um trecho que sem ela ficaríamos estancados. Depois de cinco horas dirigindo nessas condições chegamos a uma vilarejo melhor e decidimos dormir lá, já que ainda faltavam 6 horas de estrada de terra e já eram 11 da noite depois de um dia comprido e cansativo. Com um pouco de pesar dissemos adeus aos nossos anjos, já que acho que eles também estavam achando bom a nossa companhia naquela estrada, mas não tínhamos condição de continuar.
No dia seguinte, descansados e felizes, seguimos viagem ainda por estrada de terra até quase Santa Cruz. Mais relaxados curtimos a paisagem das montanhas, linda! Chegamos a Santa Cruz as 17h mais ou menos. A segunda maior cidade do país, região rica, bem diferente da região de La Paz, pelos povoados que passamos ao nos aproximar já podíamos claramente perceber isso. Íamos dormir ai, mas decidimos nos esforçar e ir um pouco mais a frente para evitar o trânsito da grande cidade, pois nestes casos a gente perde muito tempo perdido até achar um hostal e tal... 3 horas depois chegamos a San José de Chiquitos e escolhemos uma pousadinha que parecia razoável. Combinei com o Mike de dizermos que estávamos entrando na Bolívia ao invés de saindo, para evitar de alguém querer plantar drogas no carro para atravessar a fronteira. Assim fizemos e contamos toda a lorota para o dono da pousada, que quiz saber de onde vínhamos com o carro naquela situação, pense em um carro sujo! E não ia colar mesmo! O carro cheio de adesivos de vários países e tal. Para completar colocamos todas as bagagens no quarto, mas por que queríamos conferir se estava tudo certo. Atitude suspeita. Depois de 15 minutos que desligamos a luz do quarto batem na porta, tres policiais com metralhadoras! O dono do hostal chamou a polícia para checar nossa situação. Susto do caramba! Depois dos documentos apresentados, situação bem explicada eles foram embora. Foram dias que não comemos nem o pão que o diabo amassou, mas ficou para a história. Amanhã Brasil! Não vejo a hora...
domingo, 28 de abril de 2013
Uyuni - Belezas da Bolivia
Quinta-feira, 25 a 28 de abril
http://pt.wikipedia.org/wiki/Salar_de_Uyuni
No dia seguinte osso grupo de sete pessoas subiu no jipe, um de cada nacionalidade, brasileira, chileno, israelita, ingles, francesa, alemao e o guia e motorista boliviano. A primeira atracao que vistamos foi o salar, maior planicie salgada o mundo! Estima-se que o Salar de Uyuni contenha 10 bilhões de tonelas de sal, das quais menos de 25.000 são extraídas anualmente. Visitamos os montones de sal, area que nao esta protegida, de onde se extrai o sal. Nesse local a capa de sal chega a 50 cm apenas, digo capa por que o salar esta em cima de um lago, por isso importante saber por onde andar, pois e como se fosse uma capa de gelo.
Mais a frente chegamos na parte protegida do salar, onde a superfice do se mostra com bonitos hexagonos, resultado da evaporacao da agua do lago que atravessa a capa de sal e acaba congelada na saida ao exterior. Fantastico tambem quando vimos los ojos del salar com sua agua medicinal e curativa e tambem os cristais de sal que a mamae natureza forma, verdadeiras piramides! Almocamos dentro do antigo hotel de sal, desativado e a tarde visitamos a Isla del Pescado, uma rocha gigante, cheia de cactus, no meio do salar. Esta noite dormimos em outro hotel de sal, fora do salar.
Nos dias seguintes visitamos desertos, vulcoes, pedras magnificas, lagoas verdes, vermelhas, negras, brancas, vimos flamingos, llamas, coelhos, geisers, e tomamos banho em aguas termicas de 38 graus. Um frio do capeta! Pensem que a maior parte da agua e pocas na borda dos lagos esta congelada... Pense que depois de molhar o cabelo na terma, ao sair da agua e pentea-lo, ele estava simplesmente congelado!!!
Tres dias lindos, intensos e frios... Cansei! Mas esse foi nosso ultimo stop turistico da viagem. A partir de amanha pegaremos o caminho de volta para casa. Atravessaremos a Bolivia e entraremos por Corumba. Desejem-nos sorte! Tamos chegando...
Tiwanaku - la cuna del hombre americano
Terca-feira, 23 de abril
A estrada para a Bolivia margeia o lago Titicaca e dai ja podemos avistar boa parte dos Andes bolivianos, montanhas lindas e nevadas. Estavamos um pouco tensos ao chegar na fronteira, mas correu tudo bem! Entramos na Bolivia na expectativa e uma hora apos ja estavamos passeando em Tiwanaku, considerado pelos estudiosos da civilizacao andina o berco do homem americano. Neste lugar viveu uma civilizacao precursora dos Incas e a cidade floresceu como a capital administrativa e ritualística de um grande poder regional por mais de cinco séculos.É considerada também uma cultura precursora das grandes construções megalíticas,
cortando, entalhando ou esculpindo pedras pesando até cem toneladas,
encaixando-as umas às outras com uma precisão e engenhosidade raramente
encontradas mesmo na posterior arquitetura Inca. Dissem que os grandes megalitos tem uma energia mistica e poderosa.
Duas horas foram suficientes para percorrer o sitio arqueologico. Resolvemos ao inves de dormir ai seguir viagem, ja que ainda eram 14h. Depois disso comecou a parte feia da viagem, totalmente dispensavel. Mais caos, sujeira, poluicao e poeira na entrada de La Paz e sabe o que? Decidimos passar reto! Deus me livre... Dai ate chegar em Oruru foi um pesadelo, estrada em reforma e nada de bonitas paisagens... Horrivel! A boa noticia e que apesar de termos sido parados 4 vezes esse dia, uma por excesso de velocidade, nao fomos extorquidos por nenhum guarda, bem diferente do que estavamos esperando. Mesmo quando estavamos errados, a mais de 120 km/h em uma via de 80 km/h o guarda nos liberou de graca! Mas estavamos sem dinheiro boliviano de qualquer forma!
Titicaca - Lago Sagrado
Segunda, 22 de abril
No dia seguinte fomos fazer o tour pelo Titicaca, o lago comercialmente navegável mais alto do mundo e o segundo em extensão da America Latina. O lago possui 41 lagos naturais, sem contar as ilhas de Uros, formadas artificalmente pelo homem com uma planta endëmica chamada Totora. Se localiza na divisa com a Bolivia, que possui parte do territorio do lago, menor que a do Peru. Existe uma piadinha que diz que Titi significa Puma e Caca... bom, em espanhol significa shit, merda, cocö! Dai a piada diz que o Titi e a parte do Peru e a Caca fica com a Bolivia, piada que deve se inverter se contada pelos Bolivianos. Na verdade Titi e mesmo puma e caca seria pedra, como disse o guia, Pedra do Puma, que segundo a lenda teria sido o berco sagrado da civilizacao Inca.
Nesse tour ao lago conhecemos as ilhas os Uros, realmente lindo e impressionante. Existem duas versoes sobre o surgimento dessas ilhas, uma e que os Incas fugindo dos espanhois teriam construido e outra e a de que as comunidades encontaram essa forma para estar mais perto da principal fonte de alimento, peixes e totora. Pois e, a totora serve para tudo, fazer as ilhas, as casas, o fogo, o artesanao e para comer! Nao tive coragem de provar, vai que ne? Eles unem grandes blocos de totora que se soltam do fundo do lago com suas raizes e todo ar que acumulam e colocam grossas camadas dessa mesma planta em cima. Casa ilha tem um presidente ou presidenta. Atualmente algumas delas possuem placas de energia solar e ate televisao devido a turismo que beneficia economicamente a comunidade, apesar de eu ter achado o pacote turistico muito enlatado, ate me senti meo mau por um momento. Parece que as senhoras que estao treinadas e fica meio um showzinho, soa meio artificial. Eles tem escolas na ilha e as criancas tem transporte escolar, um barquinho a motor. De qualquer forma as ilhas nao deixam de ter sua magia.
Depois fomos a oura ilha, Taquile, famosa por sua arte textil, que ainda e feita a moda antiga e com uma tecnica propria, e por isso a Unesco reconheceu essa atividade como patrimonio da humanidade. Sao realmente lindas! Nesta ilha os lideres usam chapeu, as mulheres um pano negro, os homens solteiros chulos de uma cor e os casados de outra. Alias, no Peru e comum usarem cores para representar a situacao social, estado civil. No Vale Sagrado perto de Cusco por exemplo, colocam pendurados sacos plasticos de cores diferentes para sinalizar casa de solteiras, casados, com filhos, mae solteiras...
Depois de um longo passeio voltamos a Puno para nos prepararmos para entrarmos na Bolívia no dia seguinte.
domingo, 21 de abril de 2013
Machu Picchu uma das 7 Maravilhas do Mundo
Acordamos as 4h30 e pegamos um dos primeiros ônibus até Machu Picchu. Depois de tanto caminhar nos abstivemos de subir a escadaria para guardar as energias para subir o Waynapicchu, aquela montanha alta, oval, que sempre aparece nas fotos clássicas da cidade. Vimos o amanhecer em Machu Picchu, a cidade encoberta por névoa e por isso mais mágico, pois foi aparecendo tudo aos poucos. Passeamos com o guia e o grupo pela cidade. Conhecemos templos, lugares sagrados, palácio real e muito dessa cultura incrível. Depois disso eu e Mike fomos os únicos do grupo a encarar a subida ao Waynapicchu, pelo caminho mais difícil claro! Tinha momentos que eu só pensava, ai se minha mae me visse agora... e rezava para nao desequilibrar. Vista linda, uma meditacao e entao a descida, uma lanche escondido, pois nao pode levar comida, mais um rolé, algumas fotos e voltamos de ônibus a águas calientes.
Valeu a pena demais, é mágico, fantástico, surpreendente, apesar dos 2000 turistas que povoavam a cidade!
Valeu a pena demais, é mágico, fantástico, surpreendente, apesar dos 2000 turistas que povoavam a cidade!
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